Ortodontia

Quando e por que trocar a restauração no dente?

novembro 9, 2018
Tempo de leitura 5 min

É difícil encontrar quem chegou na idade adulta e nunca teve uma cárie na vida! Embora muito comum, as cáries requerem atenção e, claro, uma visitinha ao dentista. Afinal, esse problema só é resolvido com uma restauração no dente, que precisa ser trocada periodicamente.

Para entender o porquê da troca e quando ela deve ser realizada, continue lendo o post que vamos tirar todas as suas dúvidas!

O que é restauração no dente?

A cárie é resultado da aglomeração das bactérias Streptococcus mutans, que vivem normalmente na nossa boca e se unem em placas para, dessa forma, se alimentarem da sacarose presente nos restos de comida.

Essas placas produzem um ácido que, em contato com o esmalte do dente, o corrói até quebrá-lo. Se não tratadas, as cáries podem causar dor, sensibilidade, alterações na mastigação e atingir o nervo ou a polpa do dente.

A restauração, por sua vez, também conhecida por obturação, é uma forma de eliminar a cárie, prevenindo também seu aparecimento no futuro, além de devolver ao dente seu formato e funções normais. Mas, embora a restauração ainda seja bastante comum nos consultórios odontológicos, o que poucos pacientes sabem é que ela precisa, sim, ser trocada periodicamente.

Assim, o princípio da restauração é combater a cárie e devolver ao dente a sua função original. O procedimento é feito da seguinte maneira: com a ajuda de uma furadeira, o dentista irá furar o esmalte do dente para retirar de lá toda a cárie, limpando bem a região afetada. Essa parte danificada será preenchida com um ácido em gel, que age fazendo uma ligação de preenchimento para, só então, receber o material restaurador.

Na etapa seguinte, é colocada a resina, fortalecida por uma luz brilhante, e o material restaurador. Por último, o dentista irá polir o dente para deixá-lo em seu formato original e completamente restaurado. Embora o procedimento seja o mesmo, o tipo de restauração pode variar de acordo com o tamanho da região afetada e também da visibilidade do dente afetado.

Quais os tipos de restauração?

A diferença se dá a partir dos diversos materiais utilizados. Os mais comuns são:

Amálgama

É um composto formado por mercúrio, prata e estanho. Como você pode imaginar, essa opção não é nem um pouco saudável e já está proibida para utilização pela ANVISA a partir de janeiro de 2019, mas caso você tenha uma restauração assim, é bom notar se ela pode ter sido feita com essa liga (as obturações feitas com esse material têm coloração prateada).

Ouro

Ele é considerado o melhor material para realizar as restaurações se for levada em conta a sua longa duração, mas têm alguns inconvenientes como o preço e, claro, a visibilidade ― afinal, um ponto dourado sobre um dente, mesmo que na parte de trás da boca, não é algo difícil de notar.

Resina composta

Superindicada para restaurações nos dentes da frente, o material é aplicado diretamente na cavidade realizada para remoção da cárie e tem a mesma coloração do dente. O problema é que podem se desgastar com o tempo, abrindo fissuras que possibilitam a entrada de novas cáries, e manchar com o consumo de chás, café ou cigarro.

Porcelana

A “versão 2.0 da resina” tem coloração ainda mais realista, não mancha, tem melhor resistência e apresenta desgaste muito menor. Em contrapartida, o custo do tratamento com porcelana é bem próximo ao preço cobrado pelas restaurações com ouro.

Por que trocar as restaurações?

Mesmo que o amálgama tenha sido proibido, a medida só entra em vigor ano que vem, ou seja, as restaurações prateadas ainda estão presentes no sorriso de muita gente. E se você tem uma, deve ficar atento: além do prejuízo estético, aconselha-se trocar essa restauração por conta da sua toxicidade.

Por isso, a troca das restaurações de amálgama pelas de resina é algo comum, mas esta última não é indicada para cobertura de uma área muito grande. Assim, converse e avalie com o seu dentista qual é a melhor opção para você.

Quem tem restaurações de resina também deve ficar de olho na periodicidade da troca. Esse material apresenta desgaste com o tempo de uso e, como dito acima, pode vir a ter rachaduras, microfendas que possibilitam a passagem de bactérias causadoras da cárie.

É válido lembrar, ainda, que mesmo que a sua higiene bucal seja impecável, o desgaste por uso da resina faz com que as manchas tirem desse material um de seus grandes diferenciais: a discrição. Então, a troca é necessária.

Quando trocar as restaurações no dente?

Embora muito resistente e com ótima durabilidade, a restauração de amálgama também pode escurecer com o tempo por conta da corrosão. Pode ser feita uma limpeza completa e um polimento, mas o indicado é conversar com o dentista sobre a troca da restauração no dente, especialmente se houver nova incidência de cáries ou ocorrer fratura ou quebra na restauração.

Quando o assunto são as restaurações de resina, o prazo de duração dela pode variar de 3 a 10 anos. Contudo, atente a alguns sinais que a restauração no dente precisa de renovação. Caso haja mudança de tonalidade e/ou no local, procure um dentista.

Quais os benefícios de trocar a restauração no dente?

No caso das restaurações de amálgama, os dentistas defendem outro ponto: por conta da tonalidade e por cobrir boa parte do dente, fica muito mais difícil detectar a presença de placas e bactérias. Nesse caso, ponto para a resina!

Porém, a resina é menos resistente que o metal do amálgama e, por isso, pode sofrer com o desgaste e fazer com que o dente volte a ser alvo das cáries. Então, observar as restaurações e consultar o dentista ao menor sinal de desgaste, com certeza, vai manter o dente protegido e esteticamente impecável.

Além do mais, manter as consultas odontológicas em dia é sempre um bom conselho!

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