Ortodontia

Quando e por que trocar a restauração no dente?

novembro 9, 2018
Tempo de leitura 8 min

É difícil encontrar quem chegou à idade adulta sem ter tido cáries pelo menos uma vez na vida! Embora muito comum, o problema requer atenção e, claro, uma visitinha ao dentista. Afinal, essa contrariedade só é resolvida com uma restauração no dente, que pode ser uma obturação de resina ou de outro material.

Neste texto, entenda o que é a restauração, quais são os tipos de tratamento — à base de ouro, porcelana ou, como comentamos, resina —, por que e quando investir na técnica, além de saber quando você deve realizar a troca da restauração. Comece a leitura agora mesmo para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que é restauração no dente?

A cárie é o resultado da aglomeração das bactérias Streptococcus mutans, que vivem normalmente na nossa boca e se unem em placas para, dessa forma, se alimentarem da sacarose presente nos restos de comida.

Essas placas produzem um ácido que, em contato com o esmalte do dente, o corrói até quebrá-lo. Se não tratadas, as cáries podem causar dor, sensibilidade, alterações na mastigação e atingir o nervo ou a polpa do dente.

Por sua vez, a restauração, também conhecida por obturação, é uma forma de eliminar a cárie, prevenindo seu aparecimento no futuro e devolvendo ao dente seu formato e suas funções normais. Embora a restauração ainda seja bastante comum nos consultórios odontológicos, o que poucos pacientes sabem é que ela precisa, sim, ser trocada periodicamente.

O procedimento é feito da seguinte maneira: com a ajuda de uma furadeira, o dentista fura o esmalte do dente para retirar de lá toda a cárie, limpando bem a região afetada.

Essa parte danificada é preenchida, depois, com um ácido em gel, que age fazendo uma ligação de preenchimento para, só então, receber o material restaurador. Na etapa seguinte, é colocada a resina, fortalecida por uma luz brilhante, e o material restaurador.

Por último, o dentista faz o polimento do dente para deixá-lo em seu formato original e completamente restaurado. Apesar de o procedimento ser o mesmo, o tipo de restauração pode variar de acordo com o tamanho da região afetada e também da visibilidade do dente comprometido.

Quais os tipos de obturação?

Há diversos tipos de restauração, mas a principal diferença entre eles está no material utilizado, os quais têm benefícios e malefícios. Do ouro à porcelana, passando pela resina, é preciso pensar nos prós e nos contras antes de decidir, junto ao dentista, pelo tratamento mais adequado para o seu caso.

Amálgama

É um composto formado por mercúrio, prata e estanho. Como você pode imaginar, essa opção não é nem um pouco saudável e já está proibida para utilização pela ANVISA desde janeiro de 2019. Caso você já tenha uma restauração, é bom notar se ela foi feita com essa liga (as obturações feitas com o material têm coloração prateada).

Ouro

Ele é considerado o melhor material para realizar as restaurações se for levada em conta a sua longa duração, mas tem alguns inconvenientes, como o preço e, claro, a visibilidade ― afinal, um ponto dourado sobre um dente, mesmo que na parte de trás da boca, não é algo difícil de notar.

Porcelana

A “versão 2.0 da resina” tem coloração ainda mais realista, não mancha, tem melhor resistência e apresenta desgaste muito menor. Em contrapartida, o custo do tratamento com porcelana é bem próximo ao preço cobrado pelas restaurações com ouro.

Resina composta

Superindicado para restaurações nos dentes da frente, o material é aplicado diretamente na cavidade realizada para remoção da cárie e tem a mesma coloração do dente. A seguir, você entenderá detalhes sobre o método.

O que é e como é feita a obturação de resina?

Antes de ler os detalhes, saiba que a resina composta é constituída de polímeros, cuja matriz (como os especialistas chamam a estrutura que confere estabilidade ao composto) ganha um reforço em cristais e outras partículas.

Já para saber sobre obturação de resina basta entender que a função desse processo não muda, independentemente do material utilizado. Desse modo, o principal objetivo da técnica continua sendo restaurar um ou vários dentes atingidos pela cárie para que haja equilíbrio bucal novamente.

Para isso, o procedimento é o mesmo que comentamos mais acima: o dentista remove e higieniza a área cariada, sela a cavidade e a preenche com o composto. Em seguida, o profissional faz o polimento do dente restaurado para retirar os excessos e deixar a mordida mais regular.

Quais são as vantagens de fazer obturação de resina?

Você sabe o que é a restauração à base de resina, mas existem vantagens desse método em relação aos demais? A resposta é simples: o tratamento com resina composta costuma ser bem-aceito pelo corpo, compromete apenas a região afetada por cáries e tem um resultado estético mais natural. Confiram mais detalhes a seguir.

Integração ao corpo

Comparando-se os tipos de restauração, facilmente se percebe a vantagem da resina composta em termos de integração ao organismo. Diferentemente de materiais como a amálgama e a porcelana, a taxa de rejeição do corpo à resina é baixa, o que dá mais conforto para os pacientes e diminui o tempo de recuperação.

Menos desgaste

Diferentemente do tratamento com amálgama, que corrompe uma parte saudável do dente, a técnica dispensa o desgaste de áreas sadias da dentição. Apesar de a resina ter uma durabilidade menor do que o composto metálico, ela é colada diretamente na região atingida pela ação de cáries, enquanto a liga de metais é fixada por retenção mecânica.

Além disso, a estrutura do material contém propriedades mecânicas que reforçam a resistência da obturação a desgastes, mantendo a elasticidade da peça e as funções bucais.

Ganhos estéticos

Por fim, outro benefício da restauração em resina, sem dúvidas, tem a ver com a estética dental. Sabe por quê? Na contramão do método ultrapassado que usa a amálgama, o material apresenta uma coloração bastante similar à do dente. Com a saúde bucal equilibrada, o resultado é uma obturação resistente, com aparência natural e facilmente integrada ao organismo.

Por que trocar as restaurações?

Ainda que a amálgama tenha sido proibida, as restaurações prateadas foram bastante populares no passado e ainda estão presentes no sorriso de muita gente. E se você tem uma, deve ficar atento: além do prejuízo estético, aconselha-se trocar essa restauração por conta da sua toxicidade.

Por isso, a troca das restaurações de amálgama pelas de resina é algo comum, mas esta última não é indicada para cobertura de uma área muito grande. Assim, converse e avalie com o seu dentista qual é a melhor opção para você.

Quem tem restaurações de resina também deve ficar de olho na periodicidade da troca. Esse material apresenta desgaste com o tempo de uso e, como dito acima, pode vir a ter rachaduras e microfendas que possibilitam a passagem de bactérias causadoras da cárie.

É válido lembrar, ainda, que mesmo que a sua higiene bucal seja impecável, o desgaste por uso da resina faz com que as manchas tirem desse material um de seus grandes diferenciais: a discrição. Então, a troca é necessária.

Quando trocar as restaurações no dente?

Embora muito resistente e com ótima durabilidade, a restauração de amálgama também pode escurecer com o tempo por conta da corrosão. Pode ser feita uma limpeza completa e um polimento, mas o indicado é conversar com o dentista sobre a troca da restauração no dente, especialmente se houver nova incidência de cáries ou ocorrer fratura ou quebra na restauração.

Quando o assunto são as restaurações de resina, o prazo de duração delas pode variar de três a dez anos. No entanto, fique atento a alguns sinais para perceber que a restauração do dente precisa de uma renovação. Caso haja mudança de tonalidade no local, procure um dentista urgentemente.

Quais os benefícios de trocar a restauração no dente?

No caso das restaurações de amálgama, os dentistas defendem outro ponto: por conta da tonalidade e por cobrir boa parte do dente, fica muito mais difícil detectar a presença de placas e bactérias. Nesse caso, ponto positivo para a resina, cuja tonalidade clara facilita a observação de acúmulo de alimento!

Porém, a resina é menos resistente que o metal da amálgama e, por isso, pode sofrer com o desgaste e fazer com que o dente volte a ser alvo das cáries. Então, observar as restaurações e consultar o dentista ao menor sinal de desgaste com certeza vai manter o dente protegido e esteticamente impecável. E não se esqueça de manter as consultas odontológicas em dia!

Você aprendeu, neste conteúdo, tudo sobre a obturação no dente, método que elimina a proliferação das cáries e restaura a sua saúde bucal. Fora isso, compreendeu quais são os principais tipos de restauração (com destaque para o tratamento à base de resina), por que cuidar delas e com que frequência fazer a troca dos materiais no consultório.

Gostou de saber mais sobre o processo de restauração, a obturação de resina e os principais motivos para mantê-las em dia? Então, entre em contato conosco e seja atendido pelos melhores profissionais da área!

Você também pode gostar

1 comentário

  • Avatar
    Responder CRISLANE julho 29, 2019 at 2:15 pm

    DOUTOR ,
    MEU DENTE QUEBROU POR CONTA DE CARIE , FUI AO DENTISTA ELES TIRARAM TODA A CARIE E RESTAURARAM , COM 2 MESES ESSE MESMO DENTE RESTAURADO,COMEÇOU A DOER E RACHOU!
    VOLTEI AO DENTISTA E A RESTAURAÇÃO ESTAVA PRATICAMENTE TODA SOLTA, E QUANDO ELE TIROU ESTAVA COM CARIE PROFUNDA E TEM QUE FAZER CANAL.

    QUERIA PERGUNTA SE A TÉCNICA PARA RETIRADA DA CARIE FOI MÁ EXECUTADA ? (ATÉ PORQUE ELA EM 2 MESES VOLTOU? OU ELES QUE NÃO A TIRARAM POR COMPLETA ? )

  • Deixe um comentário