Ortodontia

Candidíase oral: conheça os sintomas e como tratar

julho 18, 2019
Tempo de leitura 6 min

Há apenas poucas décadas, a saúde bucal do brasileiro era considerada um assunto sem importância. No entanto, felizmente, nos últimos tempos essa realidade mudou. Hoje, somos um dos países que mais se preocupa com essa questão. Por conta disso, precisamos saber cada vez mais sobre o assunto e conhecer os principais problemas que afetam a boca, como a candidíase oral.

A maioria de nós certamente já ouviu falar, pelo menos alguma vez, sobre a candidíase. Essa doença, de origem fúngica, pode ser transmitida por meio do contato sexual e, normalmente, atinge a região genital, da virilha ou de áreas adjacentes. Como, afinal, ela pode atingir a nossa boca? Quais são as implicações desse problema para a saúde bucal e do organismo?

A seguir, nós conversaremos melhor sobre este tema, esclarecendo as principais dúvidas sobre a candidíase oral e elucidando quais são as suas principais características, sintomas e, claro, tratamentos disponíveis para essa doença. Vamos lá? Boa leitura!

O que é, afinal, a candidíase oral?

A candidíase oral é um dos muitos problemas conhecidos popularmente como ‘’sapinho’’. Ela é responsável pelo surgimento de uma série de sinais que afetam as mais variadas regiões de nossa boca, embora sejam muito mais recorrentes na área da língua.

Além de afetar a saúde bucal, a candidíase pode trazer malefícios para outras regiões, espalhando para, por exemplo, órgãos do sistema respiratório e até mesmo para a nossa pele.

Pessoas de todas as idades podem ser afetadas por esse problema, ainda que os bebês sejam normalmente os principais acometidos. Por isso, conhecer bem os sintomas e as formas de contágio é algo fundamental.

Como essa doença é transmitida?

Como mencionado no início de nossa conversa, a candidíase é um problema originado pela presença exarcebada de um fungo em nosso organismo, conhecido pelo nome científico de Candida albicans.

Esse fungo é normalmente passado de pessoa para pessoa por meio do contato direto. Um bom exemplo de prática que favorece essa transmissão é o beijo, mas o contato sexual também pode ser o responsável pelo contágio.

Além disso, o ato de compartilhar utensílios e objetos também pode ser um possível agente causador do problema. Essa é, inclusive, uma das causas mais comuns para o contágio em bebês e crianças pequenas.

Quais são as suas causas mais comuns?

O fungo causador da cândida pode estar presente em nosso organismo de forma quase natural. Ele, no entanto, não é um problema para pessoas que estejam com o organismo em um estado forte e saudável.

Por conta disso, podemos dizer que a queda na imunidade é a principal causadora do problema. Com a redução das defesas naturais do corpo e o desequilíbrio de bactérias benéficas em nosso organismo, por exemplo, é muito comum que a colônia de Candida albicans cresça de forma descontrolada, fazendo com que as lesões típicas da doença apareçam.

Bebês, crianças pequenas, idosos ou pessoas portadoras de doenças crônicas (como o câncer, a diabetes ou até mesmo a AIDS) têm mais chances de desenvolver esse problema. Indivíduos que estão constantemente expostos a situações estressantes ou que façam uso frequente de antibióticos também fazem parte dos grupos de risco para a candidíase oral.

Como é feita a prevenção da candidíase oral?

Prevenir esse problema nem sempre é algo possível. No entanto, algumas boas práticas podem fazer com que as chances de contrair essa doença sejam consideravelmente reduzidas. A primeira é, claro, evitar o contato direto com pessoas estranhas, especialmente sem proteção (no caso de relações sexuais).

Em seguida, podemos citar a adoção de bons hábitos e um estilo de vida mais saudável. Pessoas que se alimentam bem, vivem menos estressadas e têm um estado de saúde melhor estão, consequentemente, com uma imunidade mais fortalecida.

Além disso, evitar o cigarro, álcool e fazer o tratamento adequado para eventuais doenças crônicas também são ótimas maneiras de evitar esse problema. Cuidar da higiene bucal também ajuda bastante, já que evita o desequilíbrio do pH bucal e de outros problemas na região.

Quais são os sintomas mais comuns para o problema?

A seguir, conferiremos alguns dos sintomas mais emblemáticos da candidíase oral. Vale a pena salientar que nem todas as pessoas apresentarão todos os sinais mencionados. Portanto, o surgimento de apenas alguns (ou até mesmo de um) deles é o suficiente para fazer com que uma consulta com um dentista seja agendada o quanto antes.

Confira, então, os sintomas mais comuns desse problema:

  • sensação de secura na boca;
  • rachaduras em toda a cavidade oral;
  • surgimento de lesões avermelhadas;
  • aparecimento de lesões brancas por toda a boca;
  • desenvolvimento de uma secreção de cor branca, com aspecto de queijo;
  • dor para engolir;
  • redução do apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • sensação de inchaço na garganta.

Caso note alguma alteração em sua boca, não deixe de procurar um dentista de confiança. Tratamentos que começam mais cedo trazem resultados muito mais rápidos e eficazes!

Como é feito o diagnóstico e quais são os tipos de tratamento existentes?

Agora que você já conhece as principais características da candidíase oral, chegou o momento de descobrir como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos mais comuns para esse problema. Na consulta, o dentista observará o seu histórico e, a partir de suas queixas, dará segmento à investigação.

Na maioria das vezes, o exame visual das lesões é o suficiente para fechar um diagnóstico. No entanto, o dentista também pode colher uma amostra celular e examinar as suas células em um microscópio, fazendo uma análise mais aprofundada do caso.

Os tratamentos normalmente envolvem a aplicação tópica ou administração por via oral de medicamentos que combatem o fungo. Outros medicamentos também podem ser utilizados para reduzir sintomas simultâneos, como a dor ou o desconforto. No entanto, apenas um profissional qualificado pode fazer a prescrição correta para o seu caso.

Como podemos ver, a candidíase oral é um problema que pode gerar uma série de malefícios para a saúde dos pacientes acometidos. Por isso, procurar um dentista ao notar algum sintoma é sempre a melhor opção, já que esse problema se resolve muito mais rapidamente com uma intervenção veloz e uma rápida instauração do tratamento adequado!

Para tirar mais dúvidas sobre esse e outros temas referentes à saúde bucal, entre em contato com a gente! A nossa equipe conta com profissionais altamente qualificados e que podem ajudá-lo a tratar melhor de sua boca e de seu sorriso. Aguardamos a sua mensagem!

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