Ortodontia

Aparelho extrabucal é realmente necessário? Descubra aqui!

maio 15, 2019
Tempo de leitura 6 min

Popularmente conhecido como “freio de burro”, o aparelho extrabucal é o terror de muitos pacientes, principalmente devido à questão estética. Afinal, como o próprio nome sugere, ele fica bastante visível, já que é usado fora da boca e preso à cabeça.

Apesar desse receio, em muitos casos o aparelho extrabucal é bastante recomendado e pode até mesmo evitar tratamentos mais agressivos no futuro, como uma cirurgia. Será que esse item está ultrapassado? Quando esse aparelho deve ser usado? Como ele funciona? Continue a leitura deste post e saiba mais sobre o assunto!

O que é o aparelho extrabucal e quando ele deve ser usado?

Os aparelhos extrabucais foram os primeiros usados na ortodontia, com a aplicação datada de 1875. Apesar de serem chamados assim todos os aparelhos que têm apoio externo na face, na boca ou na cabeça, existem diferentes tipos de aparelhos extrabucais, com indicações também distintas.

Atualmente, esses itens são mais indicados para crianças, especialmente entre os 5 e 10 anos, quando se deseja aplicar uma grande força sobre os ossos da face visando restringir ou estimular o crescimento deles.

Até hoje os aparelhos extrabucais são bastante eficientes para resolver problemas relacionados ao crescimento dos ossos da face, evitando que questões mais graves venham a ocorrer no futuro — que possam vir a precisar de intervenções mais complicadas, até mesmo com casos de cirurgia.

Tipos de aparelhos extrabucais

Como dissemos, há alguns tipos de aparelho extrabucal, e é preciso saber quais são as indicações para cada caso. A seguir, veja os aparelhos mais usados.

AEB

É indicado para os casos em que existe a necessidade de “segurar” o crescimento da maxila para frente, ajudando a redirecionar o crescimento da face de uma forma geral. Normalmente esse aparelho é usado em casos de má oclusão devido a um crescimento exagerado e anormal da maxila, como os pacientes mais “dentuços”.

Esse tipo de aparelho é composto por 3 partes:

  • arco facial — arco de metal duplo, com a parte interna inserida nos molares e a parte externa nos elásticos;

  • elásticos — responsáveis pela força que vai movimentar os dentes;

  • apoio extrabucal — tiras de tecido flexíveis que se ajustam à cabeça e podem ser posicionadas na região occipital, cervical ou parietal, dependendo do caso.

Mentoneira

É um tipo de aparelho extraoral que visa conter o crescimento da mandíbula. Se usado no momento certo, ele ajuda a reduzir o crescimento do queixo e impedir problemas provenientes dessa questão.

Máscara facial

É uma alternativa à cirurgia para os casos de má oclusão de classe III esquelética. Esse tipo de aparelho permite que o dentista consiga movimentar a maxila para frente e para baixo, fazendo a rotação da mandíbula.

Em muitos casos, os pacientes apenas se queixam de dentes tortos, mas é possível que um problema no crescimento ósseo esteja por trás dessa questão. Nos pacientes jovens, a máscara facial ajuda a reverter a situação, impedindo a necessidade de uma cirurgia ortognática no futuro.

Independentemente do tipo de aparelho indicado, é sempre importante que o psicológico da criança seja trabalhado. Afinal, só é possível colher os resultados esperados com o uso constante e adequado do aparelho.

Assim, tanto os pais quanto o profissional de odontologia precisam explicar ao paciente que, caso ele não use o aparelho, mais para frente vai ter problemas graves e dificilmente vai escapar de uma cirurgia ou de tratamentos agressivos para resolver o mal posicionamento ósseo.

Quais são as contraindicações para o uso desse aparelho?

O aparelho extrabucal não é indicado para adultos quando a intenção é ortopédica. Afinal, depois da infância, o crescimento dos ossos está completo e o aparelho não conseguirá realizar a sua função.

Em adolescentes, os aparelhos extraorais costumam ser substituídos por versões instaladas dentro da boca, principalmente devido à dificuldade de colaboração do paciente — que por questões estéticas evita o uso do extraoral, fazendo com que o tratamento não surta os efeitos desejados.

Quais são as principais dicas e os cuidados com o aparelho extrabucal?

Caso seja constatada a necessidade do uso desse aparelho, é importante que haja uma conscientização do paciente sobre dicas de uso, garantindo um resultado satisfatório do tratamento.

Algumas orientações importantes são:

  • a participação do paciente é de suma importância, por isso a criança deverá usar o aparelho de acordo com as orientações do dentista e pelo tempo adequado;

  • a higiene também é fundamental, e o aparelho deve ser higienizado conforme as orientações do profissional. É importante atentar-se também ao local onde o aparelho é guardado, evitando deixá-lo em ambientes com muita poeira ou insetos;

  • é preciso ter atenção redobrada com os elásticos, que devem ser armazenados na geladeira e trocados a cada 5 ou 7 dias, de acordo com a orientação do dentista. Lembre-se de trocar os elásticos sempre dos dois lados para garantir que a mesma força seja exercida. Assim, se você perder um elástico de um dos lados, o outro também precisa ser substituído;

  • não se esqueça de levar o aparelho nas consultas com o dentista e também de anotar o tempo de uso;

  • não deixe que ninguém mexa no seu aparelho, e se notar que o arco está torto, procure o seu dentista — porque isso pode causar lesões na face;

  • qualquer alteração — peças danificadas, arco torto, dores ou incômodos — precisa ser levada ao dentista;

  • nunca use o aparelho quando for praticar esportes ou atividades de impacto e interação;

  • nunca mexa na estrutura do aparelho, pois isso pode comprometer o tratamento.

Existem soluções mais modernas capazes de substituir o aparelho extrabucal?

Hoje a odontologia está bem mais moderna, e um dos ramos que mais inova certamente é a ortodontia. Isso significa que existem, sim, alternativas ao aparelho extraoral, mas tudo dependerá da avaliação do profissional — afinal, em alguns casos essa ainda é a solução mais adequada.

Entre as alternativas mais usadas estão os mini-implantes — especialmente em fases mais avançadas, como na idade adulta ou na adolescência. O sistema se baseia na fixação de um pino no osso, permitindo que o dentista faça movimentações ortopédicas sem a necessidade do aparelho pouco estético.

Contudo, essa ainda é uma solução mais cara e nem sempre ela terá os mesmos resultados do aparelho extrabucal, em especial na infância. Também existe o risco de rejeição do parafuso, que precisa ser considerado.

Por isso, a melhor indicação é sempre procurar um ortodontista de confiança e atualizado, capaz de fazer uma anamnese completa do seu caso e entender quais tratamentos são mais ou menos indicados.

Se você tem notado que o seu filho está com os dentes tortos ou tem problemas em relação à simetria da face (como o queixo muito para frente, deslocado para um dos lados ou para trás), o mais recomendado é buscar ajuda especializada, levando-o a uma consulta com o odontopediatra.

Caso seja constatada a necessidade do uso do aparelho extrabucal, lembre-se de ajudar a criança a lidar com a situação, explicando que ela será temporária, mas que os benefícios serão duradouros, causando sofrimento na vida adulta.

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