Dentes separados: quais as principais causas e como tratá-los?

Tempo de leitura 8 min

Os tratamentos odontológicos relacionados à estética se tornaram mais comuns, estando ligados fortemente com o aumento da autoestima do paciente e, consequentemente, sua qualidade de vida. A diastema, ou o espaço que se forma entre os dentes, pode tanto representar apenas uma questão de aparência quanto provocar problemas sérios.

Você sabe o que pode deixar seus dentes separados? Deseja descobrir quais são os melhores tratamentos disponíveis nos consultórios de odontologia? Então continue a leitura! Neste texto, você vai compreender o que caracteriza a diastema, quais são os principais fatores que causam essa diferenciação e como tratá-la com um especialista.

O que é diastema?

A diastema se caracteriza pelo espaço dental excessivo. A lacuna geralmente se localiza entre os dois dentes superiores da parte da frente da boca e se deve a diversos motivos, como a diferença genética no tamanho da dentição. De toda forma, é preciso ter um diagnóstico para se tranquilizar diante do problema.

Cabe ao dentista sugerir um procedimento viável, seja dispensando o uso de próteses dentárias ou aconselhando um tratamento ortodôntico que melhore a estética e a função bucais. Mas, antes de discorrermos sobre os possíveis tratamentos, é importante que você descubra o que pode causar a diastema.

Que fatores causam os dentes separados?

Há alguns motivos clássicos que se associam à diastema, a exemplo do tamanho dental diferente, da falta de erupção de um ou vários dentes, da utilização excessiva de chupetas na infância ou até mesmo da pressão da língua na hora da fala ou durante a deglutição. Vejamos cada um mais detalhadamente.

Tamanho diferente dos dentes

A razão mais popular para a anomalia no espaçamento dental é a questão genética. A transmissão dos genes da família pode produzir a desproporção no tamanho dos dentes em qualquer lugar da arcada. Sem harmonia entre o maxilar e o comprimento dentário, a pessoa aparenta diastema.

Ausência de algum dente

A área entre os dentes também é afetada quando não ocorre a erupção de um dente permanente. As arcadas devem se desenvolver para que o organismo funcione devidamente. No momento em que a dentição não está aparente, produz-se uma lacuna anormal na região.

Além disso, vale ressaltar que uma das principais causas secundárias de diastema é a perda de um dente. Haja vista que a arcada dentária se organiza de uma forma mantendo o alinhamento entre os dentes, a ausência de um dentre pode gerar um desarranjo da dentição. Portanto, o impacto da ausência dos dentes e a perda do dente geram um impacto negativo no sorriso.

Uso excessivo de chupeta ou mamadeira

Existe, ainda, a possibilidade de crianças desenvolverem diastema entre dentes de leite, que sofrem ao longo dos anos com o hábito contínuo de chupar o dedo, tomar mamadeira ou usar chupeta. A explicação é simples: tanto os utensílios quanto as mãozinhas pressionam e prejudicam o crescimento da dentição.

Pressão da língua sobre os dentes

A hiperatividade lingual representa um fator ambiental da diastema. Ou seja, assim como o hábito de chupar chupeta, a língua exerce uma pressão os músculos da arcada dentária, fazendo com que a maxila se torne maior, na tentativa de igualar a pressão exercida pela língua.

A consequência do aumento da maxila é que, de modo geral, os dentes não acompanham esse alargamento. E, como consequência, ocorre a diastema.

Respiração bucal

A respiração oral é geralmente originada de alguma patologia prévia que ocasiona a obstrução da passagem área nas narinas. Pode estar relacionada com a hipertrofia da adenoide, principalmente em crianças.

Devido a essa obstrução nasal, o paciente começa a respirar pela boca, reduzindo a pressão dos lábios sobre os dentes. Por conta dessa alteração pressórica, a arcada dentária se torna mais suscetível a desarranjos, como a diastema.

Demais fatores

Igualmente são causas frequentes de diastema na infância a queda antes do tempo dos decíduos (o nome científico para os dentes de leite) e a disfunção no freio labial, dobra que conecta o lábio à mucosa.

Os motivos para os dentes separados também podem ser decorrentes da acromegalia (descontrole do hormônio de crescimento na fase adulta), doença de Paget (que impede que o tecido ósseo desgastado seja substituído por um novo) e síndrome de Down.

Diastema pode acarretar problemas de saúde?

A separação dos dentes foi considerada, por muito tempo, um problema apenas estético. Porém, os efeitos colaterais da diastema dependem do que causa o espaçamento extra. E a partir da descoberta da causa base, é estabelecido um plano de cuidado.

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A falha ortodôntica pode impactar a oclusão e a fonação, provocando doenças no sistema digestivo e problemas na fala. Levando em consideração os impactos na fala, deve-se lembrar que os dentes desempenham um papel ímpar na formação do som e na entonação da voz. Por isso, a diastema pode representar um empecilho para a formação da voz da criança, sendo necessário o acompanhamento contínuo com um fonoaudiólogo.

Em relação ao impacto alimentar, é importante ressaltar que, ainda que a diastema seja comum nos dentes da frente, ela pode ampliar o afastamento entre os molares, prejudicando a mastigação e aumentando o acúmulo de alimentos na região. Nesse sentido, uma interferência clínica diminui a chance de problemas com placa bacteriana e infecção na gengiva.

É fato estabelecido que a diastema, em certos casos, pode gerar um prejuízo expressivo para a saúde bucal, como nos citados acima. E, além disso, a separação dos dentes deve ser considerada um fator que pode ocasionar diminuição da autoestima, tornando o paciente inseguro em suas relações interpessoais.

No entanto, em alguns casos, a aparência dos dentes é marca da estética de algumas celebridades internacionais, como a atriz francesa Brigitte Bardot, a cantora estadunidense Madonna e a modelo neerlandesa Lara Stone.

Quais as principais formas de tratar diastema?

Como você viu, o paciente com diastema apresenta causas diversas que explicam o fenômeno na boca. O tratamento depende dos motivos e das consequências de ter dentes separados, pois as técnicas variam desde aplicação de resina até o uso de aparelho fixo.

Aparelho fixo

O aparelho é um método para tratar os dentes separados e costuma ser usado em crianças e jovens por até 3 anos. A técnica inclui a colocação de uma fita metálica que trabalha o posicionamento dentário nas arcadas, corrigindo as lacunas entre os dentes.

Prótese fixa

Diferentemente do aparelho, a prótese fixa é geralmente indicada para adultos que têm um espaço extra entre os dentes. O procedimento consiste no implante de lentes de contato dental que acabam com a aparência desdentada e ajudam a recuperar o funcionamento da boca.

Resina

A resina é outra opção para tratar diastema, uma vez que consiste na aplicação do material para fechar pontualmente o espaço entre os dentes separados. A resina, no entanto, é menos resistente do que a prótese, sendo recomendado para um grau menos visível do problema.

Outros tratamentos

No caso de o afastamento dental ser ligado diretamente à língua, você pode tratar a disfunção com o fonoaudiólogo, que faz exercícios para normalizar a atividade do órgão. Devido à complexidade de causas e tratamentos, é importante contar com um especialista para saber que medida tomar para resolver essa alteração da dentição.

Além disso, vale a pena lembrar que o preço e o tempo de tratamento vão variar de acordo com a causa base do acometimento odontológico. No caso de reparação estética, pode-se optar por preencher o espaço com a utilização de pontes fixas ou facetas.

Por que procurar especialistas para tratar o problema?

Diastema ocorre em pacientes que têm um excessivo espaço entre os dentes, mas pode levar a algumas complicações na saúde bucal. Para ter certeza sobre o diagnóstico do seu problema, marque uma consulta com o dentista.

Não tenha dúvidas de que a clínica é o ambiente ideal para descobrir se a falha pode acarretar problemas para seu organismo. Como o profissional investiga as disfunções na boca, é possível chegar a um tratamento para você sorrir sem preocupação.

O primeiro passo é fazer a documentação ortodôntica, uma série de exames que investiga a situação dos dentes, gengiva e osso maxilar. Após o mapeamento (que pode incluir radiografia e fotografias intra e extraorais), o especialista examina a área para determinar o tratamento adequado.

Além disso, é importante procurar um atendimento especializado na área ocorre pois a diastema é um acometimento odontológico originado por diversos fatores. Por isso, o grau de gravidade da causa base deve ser determinado por uma equipe qualificada, a fim de minimizar os demais danos que a separação na arcada dentária pode acarretar.

Nosso artigo tem o intuito de ajudar a entender o que é diastema e quais são as principais causas dos dentes separados. É necessário lembrar que, com o acompanhamento do especialista, opções como aparelho, prótese fixa ou aplicação de resina podem deixar o sorriso mais harmônico.

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4 Comentários

  1. Eu tenho 12 anos e tenho diastema oque fazer?

    1. Oi, Gerson! Tudo bem? O diastema é um problema que incomoda muito, não é mesmo? Mas o bom é que ele pode ser tratado. Procure um profissional e faça uma avaliação para resolver de vez esse incômodo.

  2. Falta dois dentes frontais, daí a dentista disse o nome de um procedimento a ser feito só que não lembro o nome.Obs:uso aparelho a 5 anos.

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